quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Consulado do Japão divulga visto com múltipla entrada para turistas brasileiros

O visto tem duração de três anos, mas o portador pode ficar no país visitado por até 90 dias

Visto com múltipla entrada
O Consulado Geral do Japão em São Paulo divulgou em seu site que está emitindo um tipo de visto com múltiplas entradas para turistas brasileiros que desejam visitar o Japão.

A iniciativa é bilateral e vale tanto para brasileiros que quiserem viajar ao Japão quanto para japoneses interessados em ir ao Brasil.

O visto tem duração de três anos, mas o portador pode ficar no país visitado por até 90 dias, podento entrar novamente quando quiser dentro do prazo.

A medida deve contribuir significativamente para melhorar as condições de concessão de vistos para cidadãos brasileiros e japoneses, impulsionando, dessa forma, o turismo bilateral e reafirmando os laços de amizade dos dois países.

O consulado do Japão também emite visto de turismo com apenas uma entrada ou com duas entradas. As taxas são as seguintes (valores válidos até o dia 31 de março de 2018):
- Visto de uma entrada: R$97,00
- Visto de duas entradas: R$194,00
- Visto de múltiplas entradas: R$194,00

Mais informações podem ser obtidas aqui.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Visto para Yonsei definirá as relações entre o Brasil e o Japão nos próximos 50 anos

Brasil e Japão
No ano que antecede o aniversário de 110 anos da imigração japonesa, um assunto que não quer calar é a liberação do visto para a quarta geração de descendentes de japoneses (Yonseis). Levando em consideração que o Japão passa por uma das maiores crises pós-guerra de falta de mão de obra. O índice de natalidade continua em declínio e uma imensa lacuna está se abrindo com o envelhecimento da população.

A crise econômica no Brasil, a violência, a falta de educação e saúde pública, são agravantes que faz o brasileiro que já viveu no Japão, buscar mais uma vez o país como rota de trabalho. Quem foi embora e perdeu o visto por algum motivo, hoje vive a dificuldade de conseguir o visto de trabalho e ainda lida com o impedimento de trazer os filhos considerados Yonseis, mesmo os que nasceram no Japão e regressaram ao Brasil, quando ainda eram crianças e hoje se encontram com maior de idade.

O visto para yonsei será o tema mais importante que definirá as relações entre o Brasil e o Japão nos próximos 50 anos. Em junho de 1990, o Departamento da Justiça do Japão modificou a Lei de Controle de Imigração, facilitando assim as condições de residência dos nissei e sansei.

Contudo, ainda há um problema a ser resolvido: o visto para yonsei. Mesmo os yonseis que estudaram em escolas japonesas e tiveram uma vida igual a de um japonês enfrentam o problema da possibilidade de perder o visto de residência quando atingem a maioridade.

Autoridades do Ministério das Relações Exteriores do Japão haviam explicado previamente que “caso as gerações de yonsei ou posteriores realizem os procedimentos adequadamente, eles poderão continuar vivendo no Japão”. Porém, segundo as empreiteiras e os próprios yonsei, a situação não é bem assim.

Por exemplo, há casos em que é necessário a aprovação dos pais para a atualização do visto de permanência no Japão. Entretanto, caso haja o afastamento dos pais devido a certas circunstâncias como brigas familiares, prisão ou falecimento do (a) pai (mãe) ou de ambos, há a possibilidade do visto não ser atualizado por causa da ausência da aprovação dos pais. Será que não seria necessária alguma medida para ajudar o problema familiar nessas situações?

Além disso, as gerações nascidas e criadas no Japão acabaram crescendo no país com a mentalidade de um japonês, mesmo com a diferença de nacionalidade. Há casos em que é muito difícil para o “maior de idade” voltar para sua “pátria amada”. Mas será que não era melhor ter alguma forma de ajuda aos yonseis que voltaram para seu país de origem e não estão mais dentro do período de readmissão?

quarta geração

Em relação a esses problemas, a Working Holiday pode ajudar um pouco a situação dos yonseis. O divisor de águas do problema do visto para yonsei foi o “Relatório de Reunião Social de Peritos sobre a Cooperação com a Sociedade Nikkei na América Central e do Sul”, apresentada em 9/mar. O relatório apresenta diretrizes nunca antes discutidas.

Nos próximos 50 anos, os pilares do intercâmbio cultural entre o Japão e o Brasil serão, sem dúvidas, os sansei e yonsei. Se estas gerações criadas no Japão servirem de “ponte”, podemos esperar um intercâmbio cultural nunca antes visto. No próximo ano, em que se comemorará 110 anos de imigração, poderá ser o último projeto de comemoração para as gerações convencionais.

A partir do 120º ano de comemoração, o foco principal poderá se voltar aos “novos nikkei” criados no Japão. Os próximos 10 anos serão importantes como “período de troca”.

Todavia, apenas vagas de empregos em fábricas podem gerar uma repulsa pelo Japão. É necessária a elaboração de novas medidas que impeçam os yonsei acabarem “odiando” o Japão.

Na “Proposta voltada à Construção da Sociedade Ativa dos 100 milhões”, publicada em 10/mar por grupos do Partido Liberal Democrata do Japão, estão escritas propostas bem concretas como as seguintes:

“(1) – Antes do estágio de aceitação dos yonsei no Japão, será estipulada a manutenção de um ambiente de educação da língua e cultura japonesa no país atual.

(2) – Será estabelecido um sistema tal como o ‘novo Working Holiday’ para os yonsei aprenderam a língua e a cultura japonesa. Por exemplo, o aprendizado da língua japonesa por 2 ou 3 anos sem a restrição de horários de trabalho será uma obrigação, e os governos locais ou a própria região deverão fornecer um ambiente favorável.

(3) – Em relação ao status de residência futura dos yonsei, sob o ‘novo Working Holiday’, serão abertas discussões enquanto ocorrerá a confirmação do estado de implementação.”

Analisando estas observações, o que está sendo discutido é uma estada temporária de 2 a 3  anos e não a liberação de vistos especiais, que poderão se tornar vistos permanentes futuramente.
Visto para Yonsei
Fonte: IPC Digital com Nikkey Shinbum

terça-feira, 20 de junho de 2017

Japão se prepara para a chegada da 248ª Era

O Japão está trabalhando nos detalhes e uma das grandes preocupações é minimizar qualquer confusão em torno do início da nova era
o parlamento japonês aprovou uma lei para a abdicação do Imperador Akihito

Agora que o parlamento japonês aprovou uma lei para a abdicação do Imperador Akihito, o governo está começando a trabalhar nos detalhes do processo.

Um grande foco é minimizar qualquer confusão em torno do início da nova era. Desde o início da era Meiji em 1868, o Japão designou uma era para cada reinado de um imperador.

A China foi o primeiro país a usar um sistema de era, que posteriormente se espalhou para outras partes da Ásia (Japão, a Península Coreana e o Vietnã).

Como parte do processo de modernização, a China parou de usar eras quando a Dinastia Qing terminou em 1912. Desde então, o Japão tem sido o único a usar tal sistema.

Desde o início da era Taika em 645, o Japão passou por 247 eras, incluindo a atual Heisei, que teve início em 1989 com o Imperador Akihito.

Desta vez, o governo planeja anunciar a novo nome de era meses antes de seu início. Quando o Imperador Showa, o pai do Imperador Akihito, faleceu em 1989, o novo nome de era, a Heisei, foi anunciado 8 horas depois. A mudança no início de um ano afetou o país de diversas maneiras.

era Heisei

 Desta vez, um grupo da indústria de fabricantes de calendários do país está particularmente preocupado e quer saber o nome da nova era o mais rápido possível.

Os bancos no Japão também usam o sistema de era do país em transações de datas. Seus sistemas precisarão ser atualizados.

Atualmente, o Ministério de Assuntos Internos e Comunicação está investigando como uma mudança no nome de uma era poderia afetar as operações do sistema de identificação de segurança social e impostos My Number. As eras japonesas são usadas para registrar a data de nascimento de cada residente. “Queremos verificar se deveríamos modificar o sistema por ele mesmo ou simplesmente mudar uma definição para registrar um residente recém-nascido após o início da nova era”, disse um funcionário responsável pelo registro de residentes.

Enquanto isso, os desenvolvedores de sistemas parecem estar otimistas. “A infraestrutura de nossos sistemas é operada com base em calendários ocidentais e grandes mudanças não serão necessárias”, disse um representante da Fujitsu. “Então, mesmo que um sistema exiba eras japonesas, o trabalho de modificação poderia ser feito de um dia para outro”.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Comunicado aos japoneses e descendentes residentes em Jales e Fernandópolis

O Consulado Geral do Japão realizará o serviço de atendimento itinerante nos municípios de Jales e Fernandópolis.
Consulado Geral do Japão em São Paulo


※Atendimento gratuito e bilíngue (japonês/português)

A finalidade do atendimento
  • Atualização do Registro Civil Japonês (Koseki)
  • Solicitação e emissão do Passaporte Japonês (Aqueles que solicitarem até o dia 19 de maio (sex), poderão retirar o passaporte  efetuando a comunicação com antecedência ao Setor de Passaporte. Contudo, solicitamos a compreensão caso a emissão imediata não seja possível, devido a fatores como problemas no equipamento de emissão de passaporte.)
  • Cadastramento de eleitor japonês

Datas
Local
Horário
31/mai
(qua.)
   Associação Cultural e Esportiva Nipo-Jalesense 
   Rua Quatorze, 2427 - Jales/SP
13h às 17h
01/jun
(qui.)
   Associação Cultural e Esportiva Nipo-Jalesense
   Rua Quatorze, 2427 - Jales/SP
9h às 12h
   Associação Cultural e Esportiva de Fernandópolis
   Rua Rio Grande do Sul, 1126 - Fernandópolis/SP
13h30 às 17h
02/jun
(sex.)
   Associação Cultural e Esportiva de Fernandópolis
   Rua Rio Grande do Sul, 1126 - Fernandópolis/SP
8h30 às 10h30

Para mais informações, favor entrar em contato com o Consulado Geral do Japão em São Paulo no Setor de Registros.
Tel.: 11 3254-0100
e-mail : cgjcertidao2@sp.mofa.go.jp

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Comunicado aos japoneses e descendentes residentes em Caçapava, Jacareí e Taubaté

Consulado Geral do Japão
O Consulado Geral do Japão realizará o serviço de atendimento itinerante nos municípios de Caçapava, Jacareí e Taubaté.

※Atendimento gratuito e bilíngue (japonês/português).

Principal serviço: Atualização do Registro Civil Japonês (Koseki).

Dias
Lugar
Horário
01/03 Associação Cultural Nipo-Brasileira de Caçapava
Rua Castro Alves, 440 - Vila Santos

12h30 às 16h30
02/03 Bunkyo - Jacareí
Av. Lucas Nogueira Garcez, 1940 - Jd. Esperança
9h às 17h

03/03 Associação Cultural Nipo-Brasileira de Taubaté
Rua Dona Benta, 1104 - Bairro Jardim Gurilândia

9h às 15h

Para mais informações, favor entrar em contato com o Consulado Geral do Japão em São Paulo no Setor de Registros.
Tel.: 11 3254-0100
e-mail : cgjregistro2@sp.mofa.go.jp


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Outubro tem maior número de entrada de brasileiros no Japão desde 2012

No décimo mês de 2016 desembarcaram no país 7.995 brasileiros
 brasileiros no Japão
 
A entrada de brasileiros no Japão alcançou em outubro o maior número desde 2012, informou o Ministério das Justiça em boletim divulgado na semana passada.

Segundo os dados, no décimo mês de 2016 desembarcaram no Japão 7.995 brasileiros, sendo 1.800 portando autorização de reentrada. Ainda segundo os números, 2.646 brasileiros possuíam visto permanente, de longa duração ou visto de cônjuges e familiares de japoneses e seus descendentes.

A última vez que a Imigração Japonesa registrou número tão alto de entrada de brasileiros no arquipélago foi em dezembro de 2012, quando muitos vieram ao Japão por causa do Mundial de Clubes da Fifa - o Corinthians foi campeão.

Em dezembro de 2012, entraram no Japão 12.677 brasileiros.

Em relação à saída de brasileiros do país, o número também foi alto, mas não chegou a registrar recorde. Em outubro do ano passado, 6.439 brasileiros deixaram o Japão, dos quais 2.076 portavam permissão de reentrada.

Somados os totais entre janeiro e outubro, foram 60.338 entradas contra 48.547 saídas. Ou seja, 2016 poderá ser o primeiro ano de aumento de residentes brasileiros no país desde a crise econômica desencadeada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, em 2008.
Fonte: Alternativa